Padrão ASBIA para cursos de inseminação artificial em bovinos.
Carga horária:
Aulas teóricas: Mínimo de 8 horas.Aulas práticas (incluindo manipulação de botijão e treinamento de passagem da cérvix em peças e em vacas): Mínimo de 24 horas. Sugerido que sejam alternadas aulas teóricas e práticas para evitar que o curso fique cansativo.
Total:
Ideal: 40 horas/aula
Mínimo: 32 horas/aula
Obs: Nesta carga horária nao está incluído o tempo utilizado para apresentaçao dos centros de treinamento, dias de campo, entrega de materiais, ou quaisquer outras atividades que nao sejam assuntos de aula.
Número de alunos por instrutor:
Máximo de 15 pessoas por instrutor. Ideal: de 8 a 12
Número de vacas por aluno
Mínimo de 3 vacas por pessoa (desde que as mesmas se encontrem em boas condições de trabalho).
Instalações necessárias
- Aulas práticas:
- Bretes: Mínimo - 1 brete: 2 alunos - Ideal - 1 brete: 1 aluno. É desejável que os bretes sejam paralelos e feitos na sombra, de material resistente à sua aplicação com as seguintes medidas:
- Comprimento: 1.80 a 2.00 Metros (conforme tamanho das vacas utilizadas)
- Largura (espaço interno disponível para a vaca): 60 cm a 70 cm (conforme tamanho das vacas utilizadas)
- 3 ou 4 réguas a cada 40cm a partir do chão (é desejável que sejam alinhadas para o travamento).
- A parte "do coice", deve ter 2 travas, quando os bretes são paralelos se possível no comprimento da soma dos bretes, travando todos ao mesmo tempo.
- os mourões devem ser enterrados e bem compactados, no mínimo a 80 cm de profundidade
- As réguas devem ser de material resistente às vacas utilizadas e podem ser amarradas nos mourões preferencialmente com arame liso e grampos, quando farpado, por cuidados de segurança deve-se rebater as farpas do arame e esconder as emendas.
- Pia com água, sabão, energia elétrica, balcão / mesa, lixeira, etc.
- Tiras de borracha para contençao dos rabos das vacas.
- Enxada, pá e carrinho de mão para manutençao da limpeza dos bretes.
- Aulas teóricas:
- Sala com cadeiras, lousa, T.V. vídeo cassete, vídeo da ASBIA, Manual da ASBIA
Materiais necessárias
- Obrigatórios:
- Peças anatômicas do aparelho reprodutivo da fêmea bovina: Recomendado - 1 peça por aluno
- Botijão: Mínimo - 1 botijão com todos os seus componentes, nitrogênio e palhetas congeladas com as inscrições .
- Ideal - Além do botijão comum é importante à demonstração do botijão cortado e/ou apresentar a gravura no manual, pois o cuidado com o mesmo aumenta se os alunos o conhecem por dentro.
- Régua para medição do nível de nitrogênio do botijão;
- Palhetas: no mínimo dez por aluno, sendo cinco das finas e cinco das médias
- Luvas: mínimo de 7 por aluno
- Bainhas: mínimo de 12 por aluno
- Papel higiênico grosso: mínimo de 8 rolos ou equivalente em papel toalha
- Aplicadores universais, termômetros, pinça e cortador de palheta
- Recipiente isotérmico para descongelamento (com água entre 35 e 37°C) ou Descongelador Eletrônico de Sêmen;
- Pipetas;
- Avental plástico (1 por aluno + 1 para o instrutor)
- Materiais didáticos: Manual ASBIA; Vídeo da ASBIA
- Fichas de controle da IA em gado de corte e/ou leite.
- Certificado de participação.
- Alunos calçados com botas ou botinas de proteção.
- Medicamento para infusão retal e uterina.
- Facultativos:
- Ampolas, Cortador de ampolas;
- A utilização da ampola deve apenas ser citada e talvez demonstrada, mas não é necessário que os alunos aprendam este método.
- Materiais didáticos (Vídeos, banners educativos, slides, etc);
- Manequim (SHIVA);
- Copos descartáveis para confecção e treinamento em cérvix artificial;
- Camisa sanitária.
Conteúdo das aulas teóricas
- Assuntos obrigatórios:
- Definição do que é a Inseminação Artificial.
- Vantagens da Inseminação Artificial: melhoramento genético, controle de doenças, cruzamento, prevenção de acidentes, uso de touros incapacitados, aumento do número de descendentes de touros melhoradores, padronização do rebanho, uso de touros após a morte, redução da dificuldade de partos, vantagens econômicas devido ao ganho genético. Enfatizar vantagens econômicas que é bom argumento de convencimento para implantaçao da IA em uma propriedade.
- Limitações, pontos vulneráveis, causas de insucessos quando há desistência de utilizaçao da técnica.
- Reconhecimento do pré-cio e do cio - Extremamente importante enfatizar este ponto. Citar os cios não aproveitáveis tais como: do encabelamento, novilha com peso inferior ao recomendado para a raça, muco sujo, vacas com menos de 45 dias de parida. Citar o cio silencioso (importante ressaltar que o cio silencioso não deve ser confundido com cio noturno ou má observação do cio, quando percebido com discreta manifestaçao deve ser utilizado). Colo sinuoso (recomendado tentar a passagem do aplicador montado inicialmente sem a dose de sêmen , para o reconhecimento da possibilidade). É sugerido que seja citada a utilizaçao do rufião com o buçal marcador como auxiliar na detecção de cio.
- Materiais utilizados:
- Aparelho reprodutivo da vaca (não é necessário que se detalhe as funções dos órgãos, fisiologia, etc. O importante é demonstrar as principais partes que o inseminador terá contato), e porque não deve aventurar com a palpação.
- Horário adequado de inseminar - A recomendação permanece como método Trimberg (cio de manhã inseminação à tarde e vice-versa).
- Os métodos de sincronização de cios devem ser citados nos cursos e nos manuais, mas não devem ser detalhados, visto que é um assunto de opção técnica.
- Importância da qualidade do sêmen no resultado final da técnica.
- Cuidados no manejo do botijão. Altura do caneco 7cm abaixo do gargalo por no máximo 05 segundos.
- Montagem e transporte do aplicador até a vaca o mais rápido possível.
- Requisitos de um bom inseminador. Citar a necessidade de seu envolvimento com o rebanho durante o ano inteiro.
- Seqüência da Inseminação Artificial.
- Principais pontos:
- Temperatura e tempo de descongelamento do semen: em água com temperatura entre 35 e 37° C por 30 segundos para palhetas médias ou finas.
- Descongelamento simultâneo e transporte de palhetas ficam a critério do responsável técnico.
- Higienização da vaca:
- Utilizar apenas papel para limpeza da vulva da vaca desde que o aplicador esteja vestido com camisa sanitária ou
- Lavar com água limpa e secar bem com papel toalha ou higiênico a região da vulva, verificando se ficou também limpa e seca a entrada da vagina. A água deve ser utilizada sem pressão, de cima para baixo e a secagem deve ser muito bem feita com o papel toalha ou higiênico. A escolha do método de higienização fica a critério do responsável técnico em cada propriedade.
- Histórico da IA.
- Evolução da IA.
- Manejo básico (formação de lotes, identificação de animais, descanso pós-parto, secagem, condiçao corporal ao parto, nutrição, mineralização).
- Importância da assistência técnica.
- Citar nos cursos a importância de uma atualização periódica para a manutenção da qualidade da mão-de-obra e incorporação de novas informações.
Qualquer dúvida ou sugestão sobre o Padrão ASBIA de Treinamento, solicitamos que entre em contato com a ASBIA (e-mail: asbia@asbia.org.br ou ligue 0800-7049423)
Caso o curso realizado não tenha atendido os padrões mínimos exigidos pela ASBIA, solicitamos que nos enviem as reclamações. Agradecemos a colaboração.
