Nova técnica aumenta prenhez em mais de 20% em bovinos

Uma nova tecnologia na inseminação artificial de bovinos permite que o índice de prenhez das vacas aumente mais de 20%. Uma empresa de inseminação artificial investiu R$ 300 mil, nos últimos três meses, para trazer ao Brasil o novo método. A expectativa da empresa é de aumento substancial das vendas da empresa – cujo faturamento em 2006 foi de R$ 3,5 milhões. Apenas em janeiro, o movimento foi três vezes maior.

Carlos Vivacqua, diretor, explica que a tecnologia – segredo não revelado – é colocada entre a coleta e o congelamento do sêmen, aumentando a durabilidade do espermatozóide e, com isso, a taxa de prenhez das vacas inseminadas. Segundo ele, todo sêmen quando coletado, deve ter 70% de motilidade -tempo que garante a sua eficiência – e ao passar das três horas depois de descongelado, fica reduzido a 20% a 30%. A tecnologia permite que este índice seja maior e, com isso, a fertilidade das vacas passa de 29% para 35,4%.

De acordo com Vicacqua, a tecnologia ajuda na “correção do momento de inseminação”. Segundo ele, isso se aplica principalmente para as fêmeas mais produtivas, cuja duração do cio é menor e, portanto, é importante acertar a hora da inseminação. Todo o manejo no momento é igual e o preço, por enquanto, também está nos patamares de outras tecnologias.

O diretor diz que a tecnologia é aplicada para vacas leiteira e também para rebanho de corte de raças européias. A estimativa da empresa é que o segmento leiteiro represente 55% das vendas de sêmen neste ano, sobretudo no Sul do País – onde há investimento de indústrias para o aumento da captação – e em Minas Gerais, tradicional bacia.