Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) aumenta produtividade

Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) aumenta produtividade em fazendas do Norte

Inseminação Artificial em Tempo Fixo tem movimentado o dia-a-dia das fazendas do Pará e já é considerada uma tecnologia indispensável quando se busca eficiência em gado de corte

Com um rebanho comercial bovino de 204,7 milhões de cabeças, embarques em 2006 que devem render US$ 9 bilhões e 31% de participação no mercado internacional, o Brasil detém o posto de maior exportador de carne bovina do mundo. Diante deste cenário, o pecuarista deve estar atento às novas técnicas e tendências do mercado para acompanhar o ritmo de recuperação que se vislumbra neste ano.

É o que fazendas de gado de corte da região Norte do País já estão fazendo há algum tempo: adotando técnicas avançadas, entre elas a inseminação artificial em tempo fixo (IATF), para atender da maneira mais rápida possível a demanda crescente do mercado. A técnica é uma tendência para o desenvolvimento da pecuária e vem sendo largamente implementada nos rebanhos bovinos no Brasil.

Com a IATF, as vacas são inseminadas com data marcada. Dessa forma, toda a reprodução fica sob controle do produtor. Tudo é feito com a utilização de produtos específicos. A IATF pode ser aplicada em propriedades de qualquer tamanho. O método permite inseminar o rebanho em horário predeterminado, sem a necessidade de detecção do cio. Com a técnica, o criador pode inseminar mais vacas em menos tempo, programar a inseminação e o nascimento dos bezerros, aumentar o número de bezerros de IA no início da estação de nascimento, com melhor aproveitamento da mão-de-obra.

“Com o uso da sincronização da ovulação e IATF, o produtor determina quando e quantos animais serão inseminados. O resultado é maior produtividade e melhoria da qualidade genética do rebanho”, afirma José Luiz Moraes Vasconcelos, coordenador das pesquisas, e professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) – Campus de Botucatu.

Fazendas como a Santa Rosa, localizada no município de Xinguará, no Pará, do Grupo Quagliato, já utiliza a técnica e pôde constatar os benefícios proporcionados pela IATF. Até então, os animais eram inseminados após a detecção de cio. Nessa fazenda, ao se utilizar a IATF foi possível obter um número maior de vacas gestantes de inseminação artificial (53,5%) quando comparado com o manejo tradicional em um período de tempo muito menor: 3 dias na IATF versus 22 dias, respectivamente. Além disso, com a IATF conseguiu-se 3% a mais de vacas gestantes ao final da estação de monta (85,5% vs 82,5%).

Segundo o zootecnista Luiz Roberto Hernandes (Beto), diretor de pecuária do Grupo Quagliato, para quem busca a produção de animais de qualidade, com alto valor genético, precocidade de ganho de peso e reprodutiva tanto para engorda como para reposição, tem na Inseminação Artificial a possibilidade de melhoramento do rebanho em menor tempo e a um baixo custo, por meio da utilização de sêmen de reprodutores comprovadamente superiores. “Somos os pioneiros no uso dessa tecnologia no Pará. Com a IATF temos a possibilidade de aumentar nossa influência na velocidade de ganho genético do rebanho, pois podemos obter um maior número de prenhezes de IA em nossas matrizes no início da estação de monta, além de produzirmos maior quantidade de bezerros de inseminação e melhorarmos o planejamento de todas as atividades neste período do ano. Agora, nas fazendas do Grupo Quagliato, utilizamos a IATF de rotina como uma ferramenta de incremento de nossa produtividade, comenta Beto.

Além de produtos voltados para a IATF, a Divisão de Saúde Animal da Pfizer oferece assessoria técnica especializada para os fazendeiros. O produtor recebe toda a orientação sobre essa tecnologia para melhorar produtividade e resultados. As orientações técnicas são personalizadas de acordo com as necessidades de cada propriedade rural.

Como o consumidor pode entrar em contato com a Divisão de Saúde Animal da Pfizer: www.pfizersaudeanimal.com.br ou telefone 0800 011 19 19.