Conselheiro do USDA visita Asbia para conhecer mercado de genética brasileiro

Mr. Oliver Flake reuniu-se com a diretoria da Associação Brasileira da Inseminação Artificial (Asbia) e conheceu o INDEX Asbia; cooperação entre os dois países visa ao desenvolvimento das exportações de genética brasileira e expansão da genética americana no Brasil

O conselheiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Oliver Flake, esteve em Uberaba (MG) para conhecer o mercado nacional de genética bovina. Durante a visita, ele reuniu-se com o presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), Márcio Nery, e o executivo da associação, Carlos Vivacqua, para conhecer o mercado brasileiro de Inseminação Artificial e o INDEX Asbia.

“A relação entre o Brasil e os Estados Unidos é muito próxima quando o assunto é genética. Somos o maior mercado de importação da genética norte-americana, por isso, é importante compartilharmos toda a informação compilada pela Asbia, no intuito de desenvolver ainda mais ações para beneficiar todo o setor”, comentou o presidente da Asbia.

Para Oliver, o INDEX Asbia foi uma das principais surpresas da visita. O relatório divulgado trimestralmente pela associação revela os dados completos do setor de inseminação artifical, divididos nos níveis nacional, estadual e municipal.

“O INDEX é realmente muito impressionante. A estratificação dos dados permite fazer um retrato muito completo da inseminação, mesmo em um país tão extenso como o Brasil. Nos Estados Unidos, não temos nada semelhante a isso, nunca vi uma base de dados com essa escala em todo o mundo”, enfatizou o conselheiro do USDA.

O executivo da Asbia, Carlos Vivacqua, ressalta que o estreitamento das relações comerciais entre os dois países pode levar a novos avanços no sentido de promover a exportação da genética brasileira.

“É inegável a presença dos Estados Unidos no mercado brasileiro – 70% da genética importada pelo Brasil vem de lá. O alto grau de tecnologia aportada nas empresas no Brasil e o contato mais próximo entre as autoridades do setor, de ambas as nações, poderão trazer muitos benefícios para todos os envolvidos e, juntos, poderemos concretizar uma realidade em que o Brasil se torna um fornecedor de genética cada vez mais relevante no mercado global, com raças que são adequadas à produção em clima tropical”, considera.